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Checklist do executivo: 30 perguntas antes de escalar IA na empresa

Um roteiro de verificação em cinco dimensões — dado, risco, integração, pessoas e custo — para separar entusiasmo de prontidão.

Equipe e.works LabsTechnology · Innovation · Automation3 min de leitura

*Artigo de encerramento da série sobre IA corporativa, integração com legado e governança da informação.*

Resumo executivo

Escalar IA antes da hora produz custo recorrente sem ativo e exposição sem trilha. Este checklist reúne, em cinco dimensões, as perguntas que a série inteira sustenta. A régua é simples: se você não consegue responder a uma pergunta com evidência — documento, número ou demonstração —, ela vira item de plano antes de virar escala.

1. Dados e conhecimento

  1. 1.Sabemos onde está o dado mais valioso de cada processo prioritário?
  2. 2.Existe versão vigente identificável dos documentos que a IA vai consultar?
  3. 3.Alguém é dono do acervo, com autoridade para arquivar o obsoleto?
  4. 4.As permissões da origem são herdadas pelo índice e aplicadas por usuário?
  5. 5.Prompts, contexto e respostas são registrados em infraestrutura nossa?
  6. 6.Conseguimos localizar todos os lugares onde o dado de um titular aparece?

2. Risco e conformidade

  1. 1.Cada caso de uso tem finalidade e base legal declaradas?
  2. 2.A matriz de risco está publicada e é previsível para quem propõe casos?
  3. 3.Casos de alto risco passam por avaliação de impacto antes de produção?
  4. 4.Existe revisão humana obrigatória onde a decisão afeta pessoas?
  5. 5.Contratos vedam expressamente o uso do nosso conteúdo para treinamento?
  6. 6.Conhecemos os subprocessadores e a região efetiva de inferência?
  7. 7.Sabemos, por escrito, o que acontece com nossos dados no fim do contrato?
  8. 8.Conseguimos produzir a trilha de uma decisão em menos de um dia útil?

3. Integração e arquitetura

  1. 1.O primeiro caso de uso atravessa um sistema legado real?
  2. 2.Existe camada de tradução isolando o legado das aplicações de IA?
  3. 3.A identidade do usuário é propagada de ponta a ponta?
  4. 4.Sabemos quanto de carga extra os sistemas de origem suportam?
  5. 5.O acervo, os prompts versionados e a trilha vivem fora da plataforma do fornecedor?
  6. 6.Conseguimos descrever, em meia página, uma migração para outro fornecedor?

4. Pessoas e processo

  1. 1.Os cinco papéis de governança têm nomes próprios e cadência de reunião?
  2. 2.A política de uso aceitável cabe em uma página e está publicada?
  3. 3.O caminho oficial é mais conveniente que a alternativa não aprovada?
  4. 4.Existe canal para reportar erro sem punição por boa-fé?
  5. 5.A curadoria do acervo está com o especialista da área, não com TI?
  6. 6.As horas liberadas foram realocadas para capacidade ou redução de custo?

5. Custo e retorno

  1. 1.Existe linha de base medida antes da intervenção?
  2. 2.Cada caso tem uma métrica primária e uma de qualidade?
  3. 3.O custo total inclui integração, curadoria, governança e mudança?
  4. 4.Cada piloto tem critério de saída escrito e data de decisão?

Como usar

Responda em grupo, com evidência, e classifique cada item em três estados: atendido, em plano ou não atendido. A regra de escala: nenhum caso de uso de risco médio ou alto entra em produção com item "não atendido" nas dimensões 1 e 2.

FaixaInterpretaçãoAção
24 a 30 atendidosPronto para escalar com controleFedere casos de baixo risco
15 a 23Pronto para casos específicosEscale um domínio por vez
Abaixo de 15Risco de custo sem ativoVolte à onda 1 do roteiro

Conclusão

Esta série começou com uma tese simples: usar ChatGPT, Claude ou Gemini é apenas uma parte da equação. A outra — preservar, auditar, compartilhar e reinvestir o conhecimento gerado por toda a empresa — é o que separa gasto de patrimônio. O checklist acima é o instrumento de verificação; o roteiro de 12 meses é o caminho.

Leitura complementar

Trilha engenharia:

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